h4ck1ng fantasma & outras bruxarias do c4os

by k[A]l3utun 0v[E]rdr1v3

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about

Punk is an eruption. Overthrow. A negation of social class and privilege. No Gods! No Masters! Raw, explosive energy. But energy to what? How can punk tell stories? Make histories? Build new worlds?

In the 1980s and 1990s, writers such as William Gibson and Bruce Sterling gave us one answer to this question. By cross-breeding punk with science fiction, to create "cyberpunk" : false histories, future histories. The Gernsback Continuum. Dori Bangs. Mistaken memories of mechanical computers.

Punk and science fiction. For a brief moment, the fiery comet of punk plunged into the imploding star of America's techno-optimist dreaming. And it was spectacular.

And then it fizzled. Cyberpunk was quickly reduced to a cliché of mirror-shades and James Dean with a head-full of chips. By the late 90s, technology put its suit back on and went looking for an IPO.

But Cyberpunk's not dead.

Or if it is, it's only temporary. Engulfed at the bottom of the ocean. 20,000 leagues beneath the waves, buried among the cyclopean tombstones of R'lyeh. It sleeps with the fish-people and dines with Drexciyans. The sea finds its own use for the things the surface world has thrown away.

And even in death, cyberpunk stirs, and sends visions, bubbling up from the deep web, to haunt the restless dreams of the waking world. Killer drones, troll-farms breeding fake news, zero-day attacks on the internet of things, Equation Drug, WannaCry, Sesame Credit, The DAO, the dangers of Artificial Intelligence. Cyberpunk is here amongst us. Whispering through the wifi.

There has never been a greater need for stories of the future fuelled by the disruptive energy of punk. Only punk is (paradoxically) both idealistic and cynical enough to grapple with the complexities that our hyperconnected, accelerated techno-economy and society throw up.

k[A]l3utun ov[E]rdriv3's EP brings us cyberpunk at its most mytho-poetically magnificent. A rich and confused syncretism of Anarcopunk, hacker-culture and Latin American magic realism : political critique as magickal ritual. Krakens and witches; a ghostly pirate ship haunts the seas off the coast of Chile; sea-lions absorb the souls of the drowned to build a necrotic artificial intelligence. An anti-colonial insurgency of guerilla poltergeists arises while the Mapinguari hunts Amazonia's rhizomic Matrix and the Abaçaí dance the deepest of learnings.

Robert Luis Stevenson and Jules Verne, various South American indigenous myth cycles are given a neural network "style transfer" from Arthur Kroker, Penny Rimbaud, Hakim Bay and the CCRU.

The music is not so much "composed" as "circuit-bent" out of the protocols of today's communication mesh, one distorted glitch at a time. The ocean, infrastructure of pirates, is ever-present in this sound. An oscillating roiling unsettled continuum from which basses bubble up like the exhalations of voyaging whales. Shoals of analogue sequences shimmy past and are lost again in the dark. A tsunami of static wipes out all before it, leaving only the angry ghosts of the distressed final track.

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O punk é uma erupção. Não deixa pedra sobre pedra. É uma negação da classe social e do privilégio. Nem deuses! Nem mestres! Energia bruta e explosiva. Mas energia para o quê? Como o punk pode contar estórias? Fazer histórias? Construir novos mundos?

Nos anos de 1980 e 1990, escritores como William Gibson e Bruce Sterling nos deram uma resposta para tal pergunta. Cruzaram o punk com a ficção científica, e assim criaram o "cyberpunk": histórias falsas, histórias futuras. O Continuum de Gernsback. Dori Bangs. Memórias equivocadas de computadores mecânicos.

Punk e ficção científica. Por um breve momento, o cometa incandescente do punk mergulhou na estrela implodida dos sonhos otimistas da América. E foi espetacular. Mas logo fracassou. O cyberpunk foi rapidamente reduzido a um clichê de óculos escuros e um James Dean com a cabeça cheia de microchips. No final dos anos 1990, a tecnologia recolocou sua terno e saiu em busca de um IPO (Initial Public Offerings - Oferta Pública Inicial).

Mas o Cyberpunk não está morto.

Ou, se estiver, é apenas temporário. Imerso no fundo do oceano. A 20.000 léguas abaixo das ondas, enterrado dentre as lápides ciclópicas de R'lyeh. Dorme com os peixes e janta com os Drexciyans. O mar encontra seu próprio uso para as coisas, as quais o mundo da superfície jogou fora.

E mesmo na morte, o Cyberpunk se agita, e envia visões, borbulhando na "deep web", para assombrar os sonhos inquietos do mundo desperto. Drones assassinos, fazendas de trolls criando notícias falsas, ataques do dia-zero na internet das coisas, Equation Drug, WannaCry, Sesame Credit, The DAO, os perigos da Inteligência Artificial. O Cyberpunk está aqui entre nós. Sussurrando através do wifi.

Nunca houve como antes, tamanha necessidade por histórias sobre o futuro, se não as alimentadas pela energia disruptiva do punk. Somente o punk é (paradoxalmente) idealista e cínico o suficiente para lidar com as complexidades que nossa tecno-economia e sociedade hiperconectadas e aceleradas lançam.

O EP k[A]l3utun ov[E]rdriv3 nos traz o cyberpunk em sua forma mais mito-poeticamente magnífica. Um sincretismo rico e uma recombinação caótica do Anarcopunk, da cultura hacker e do realismo mágico latino-americano: a crítica política como ritual magico. Krakens e bruxas; um navio pirata fantasma assombra os mares da costa do Chile; leões-marinhos absorvem as almas dos afogados para construir uma inteligência artificial necrótica. Uma insurgência anti-colonial de poltergeists guerrilheiros surge enquanto Mapinguaris caçam na Matrix rizomática da Amazônia e os Abaçaí dançam no "Deep Learning".

Robert Luis Stevenson e Jules Verne, vários ciclos mitológicos indígenas sul-americanos rederizam-se por meio de "Transferência de Estilo Neuronal" em Arthur Kroker, Penny Rimbaud, Hakim Bay e o CCRU.

A música não está bem "composta" como num "circuit-bent" cujo os protocolos da malha de comunicação de hoje, se dão com um "glitch" de cada vez. O oceano, a infra-estrutura de piratas, estão sempre presentes neste som. Um continuum inquietante oscilante e turbulento no qual os graves se elevam como as exalações de baleias em suas viagens. Cardumes de sequências analógicas passam e se perdem novamente no escuro. Um tsunami de estática varre tudo antes, deixando apenas os fantasmas da faixa final.

credits

released August 18, 2018

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Dionysian Industrial Complex is a new netlabel, based in Brasília. We focus on experimental beauty (or beautiful experimentalism), devotional noise and techno-shamanism. From local artists and international friends.

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